O Evangelho de Cristo não é religião

O Evangelho de Cristo é uma mensagem de amor, um conjunto de boas novas (notícias boas), vindas da parte de Deus, constituído de ensinos que conduzem o ser humano a transformações significativas, substanciais e radicais, as quais mudam a sua condição de pecador (errado) para a de salvo, santo, puro, perfeito. É uma mensagem de salvação.

Jesus Cristo trouxe o Evangelho porque a partir de algum momento da existência humana todos nascem com a predisposição de ser inimigos de Deus. O ser humano vive errando sem perceber, realizando o contrário do que deve, sem saber qual o verdadeiro sentido da vida, sem poder cumprir cabalmente a sua missão na Terra, e irá, depois da vida terrena, para um lugar horrível, onde ficará para sempre. O Evangelho, entretanto, o conduz para o lugar certo. É justamente por isso que é chamado de Evangelho de Salvação; pois salva o ser humano do inferno e o conduz para o Céu.

Deus decidiu que os processos da salvação do ser humano devem começar e acontecer enquanto ele estiver na vida terrena, em carne, e que essas transformações só acontecerão se o ser humano decidir e aceitá-las de livre e espontânea vontade, sendo realizadas, apoiadas e assistidas pelo Senhor Jesus.

O Criador também determinou que tais mudanças fossem realizadas em duas etapas: a primeira é a conversão a Jesus; e a segunda, o arrebatamento; devendo acontecer nesta ordem e sob a égide do Evangelho de Cristo.

A seguir estão descritos, resumidamente, estes dois fenômenos, os quais não podem ser realizados por nenhuma religião, igreja, nem por nenhum ser humano; porque só o Senhor Jesus, o Filho de Deus, foi credenciado pelo Pai para realizá-los.

Primeira etapa da salvação – a conversão

A conversão é um fenômeno sobrenatural, essencialmente espiritual, que consiste em um conjunto de milagres que fazem o ser humano se reconciliar com Deus, ter todos os pecados perdoados e nascer de novo, passando a ter o nome registrado como filho de Deus, no Livro da Vida, que está no Céu.

Esses milagres ocorrem fazendo o ser humano reconhecer que é totalmente dependente de Deus e querer se reconciliar com o Criador, porque adquire consciência de que tentou levar a vida em rebelião, sem considerar o Evangelho. Essa consciência o faz desejar conhecer a Verdade sobre si mesmo e tomar atitudes neste sentido. Ele é convencido dessa rebelião pelo Espírito Santo, que o conduz a uma total dependência de Deus, conscientizando-o de que o ato de tentar viver independente do Criador é uma atitude de soberba, rebelião, desobediência e inimizade contra o Senhor.

Uma vez convencido pelo Espírito de Deus, da condição de soberba, o ser humano reconhece que a vida que leva é a de um pecador condenável. A partir daí Deus providencia os meios necessários e suficientes para ele se reconciliar com o Senhor, pondo um fim na sua inimizade contra Ele. Essa atitude de amor do Senhor faz o ser humano confessar os seus pecados ao Senhor Jesus, que é a única pessoa credenciada por Deus para eliminar (perdoar) os pecados (culpas) humanos. Nesse instante, todos os pecados que cometeu no passado são eliminados, tornando-se limpo, sem culpa ou condenação pelos atos errados que ele ou alguém em seu nome praticou em toda a sua vida.

A partir desse instante, Deus envia, em nome de Jesus, o Espírito Santo para habitar naquele ser humano que foi perdoado, com o objetivo de ensinar-lhe tudo o que ele precisar saber para ter uma vida ajustada aos mandamentos de Deus. Neste momento, esse ser humano perdoado torna-se filho de Deus, passando a ter o seu nome escrito no Livro da Vida, o qual está no trono de Deus.

A decisão de se reconciliar com Deus causa uma repercussão de grande impacto espiritual, transformando o seu espírito, a sua alma e o seu corpo e torna-se motivo de festa no Céu, havendo regozijo de todas as criaturas celestes; porque aconteceu libertação (salvação) de alguém na Terra.

Esse novo filho de Deus (antes, pecador condenado) passa a pertencer à família de Deus, e terá alguém para advogar por ele diante do Pai, que é Jesus, seu irmão mais velho, o qual está vivo à direita de Deus (porque ressuscitou). Jesus não só intercederá por ele, mas, também, agirá a seu favor, diretamente e de diversas formas, tornando-o cada vez mais puro, santo, feliz e livre; enquanto ainda estiver na vida terrena.

Como Deus sabe que esse ser humano será tentado pelos demônios, então lhe dá poder para, em nome de Jesus, expulsar esses espíritos maus da sua presença e da vida de outras pessoas e fazer muitos outros milagres, inclusive aqueles que Jesus fez quando esteve aqui na Terra, tais como: curar doentes, dar vista aos cegos, fazer coxos andarem e surdos ouvirem, ressuscitar mortos e muitos outros.

Como o Pai sabe que em muitos momentos esse Seu novo filho necessitará da providência e do agir divino, sobrenatural e poderoso para fazer em sua vida coisas que são humanamente impossíveis, então envia anjos para ajudar esse filho em tudo o que for necessário, a fim de que ele permaneça inabalável.

Tornando-se filho de Deus, esse novo filho de Deus recebe bênção espiritual, bem como o Reino e o poder de Deus operando a seu favor, para poder fazer milagres, ter sabedoria e entendimento para conhecer qual é o verdadeiro sentido da vida, entender qual é o plano divino para a sua vida e receber revelação dos mistérios de Deus; porque passa a ter um relacionamento de amor, fidelidade, intimidade e comunhão com o Senhor, tendo acesso direto a Deus em nome de Jesus porque agora é cidadão do Céu, membro do Reino de Deus, mesmo vivendo aqui na Terra por algum tempo, ainda; até acontecer a segunda etapa (arrebatamento).

Passando pela conversão, sua nova identidade é caracterizada por SER: sal da Terra, luz do mundo, mais que vencedor, embaixador de Deus na Terra, despenseiro dos mistérios de Deus, filho de Deus, irmão de Jesus etc. Ele passa a TER poder de Deus, perdão de seus pecados, amor, alegria, paz, bondade, benignidade, mansidão, domínio próprio etc. Como filho de Deus, ele terá PODER, em nome de Jesus, para fazer milagres, vencer o diabo, ressuscitar mortos, curar doentes, fazer cegos verem, coxos andarem e muitos outros prodígios e maravilhas.

Apesar das mudanças radicais que ocorrem na primeira etapa (conversão), o ser humano ainda não está habilitado para adentrar e residir no Céu, lugar onde o Pai preparou uma morada para ele. Isto porque, mesmo se tornando filho de Deus, o ser humano continua tendo uma carne que não se converte, uma alma que pensa mal e um espírito que tem propósitos impuros em si, realidade essa que o faz pecar, ainda, enquanto estiver na vida terrena.

No entanto, os milagres que Deus faz nele na primeira etapa continuam acontecendo em toda a vida, tornando-o cada vez mais santo, puro, perfeito.

A nova identidade que o ser humano convertido a Jesus recebe é indispensável para ele poder viver aqui na Terra como filho de Deus salvo e permanecer irrepreensível. No entanto, esse processo de santificação humana continua até ao dia em que o Senhor Jesus vier buscar todos aqueles que se tornaram filhos de Deus para viverem Consigo, onde Ele estiver; como está descrito a seguir.

Segunda etapa da salvação – o arrebatamento

O arrebatamento também é um fenômeno sobrenatural, o qual torna o ser humano totalmente puro, capacitado e habilitado para adentrar e viver no Céu em perfeição e santidade. Este milagre será realizado pelo Senhor em todos os seres humanos que passaram pela etapa de conversão e permaneceram em obediência ao Evangelho até o momento em que serão levados para os céus, onde ficarão para sempre com o Senhor Jesus, onde Ele estiver.

Esta segunda e última etapa da salvação humana acontecerá no futuro, num instante em que Jesus virá buscar todos os que se tornaram filhos de Deus (salvos), membros do Reino de Deus e cidadãos do Céu através da conversão e que permaneceram até aquele instante em obediência ao Evangelho. Essa vinda do Senhor acontecerá brevemente e de surpresa, ou seja, Ele virá sem avisar; e Ele determina que todos deverão estar prontos, irrepreensíveis; pois em pecado não poderão adentrar no Céu.

O arrebatamento consiste em os filhos de Deus que já partiram da vida terrena ressuscitarem e receberem um corpo totalmente santo para se encontrarem com Jesus nas nuvens e, a partir dali, permanecerem onde Senhor estiver, vivendo com Ele para sempre. Logo em seguida, os filhos de Deus que estiverem vivos na Terra terão o corpo submetido a uma intervenção divina que o transformará, eliminando tudo o que é corruptível e mortal. Tornando-se totalmente santificados, incorruptíveis e imortais, estes discípulos subirão, seguindo aqueles filhos de Deus que ressuscitaram a fim de que todos juntos tenham um encontro com Jesus nas nuvens.

Portanto, esse evento marcará a santificação total do ser humano que se converteu a Jesus, passando a ter outro endereço fora do planeta Terra. Tanto os mortos (convertidos) quanto os vivos (convertidos) passarão a viver eternamente com o Senhor Jesus, onde Ele estiver.

Esses dois processos (ressurreição dos mortos e transformação dos vivos) acontecerão num abrir e fechar de olhos, de forma que, quando menos se esperar, terão desaparecido deste planeta todos os discípulos de Jesus.

Esta etapa da salvação deve acontecer de forma que, quando o Senhor Jesus vier buscar os filhos de Deus os encontre irrepreensíveis, ou seja, em obediência ao Evangelho do Senhor Jesus em sua forma original.

O Evangelho é oposto às religiões

As religiões são coisas deste mundo, ao passo que Jesus, o Evangelho, Deus, o Espírito Santo e os que se convertem a Jesus são do Reino de Deus. Ora, como o mundo todo é inimigo de Deus e jaz no maligno, tudo o que não for lá do alto é contrário a Deus; porque é inspirado pelo inimigo de Deus. Por isso o Evangelho não é religião, pois são contrários, incompatíveis, opostos.

A reconciliação e o relacionamento constante do ser humano com Deus devem ser regidos pelo Evangelho genuíno do Senhor Jesus, o qual determina que toda a Palavra de Deus deve ser obedecida; e não os preceitos religiosos.

Portanto, quem religa (salva, reconcilia) o ser humano com Deus é o Senhor Jesus. Porém, a tarefa de ajudar cada um a ser salvo foi designada pelo Senhor aos Seus próprios discípulos, determinando que eles ensinem o Evangelho a toda criatura e façam discípulos de todas as nações, ensinando-os a guardar o Evangelho e não religião.

Analisando-se a Bíblia, pode-se constatar, facilmente, que: 1) Os ensinos do Evangelho de Jesus não constituem uma religião, porque são opostos; 2) os discípulos da época de Jesus deixaram a religião depois que se converteram; 3) nenhum discípulo atual do Senhor permanece nessa ou naquela religião depois que se converte ao Senhor; 4) mesmo em situações em que os primeiros discípulos atuaram em regiões e culturas diferentes, decidiam, unanimemente, preservar o Evangelho original; 5) nenhuma religião foi fundada pelos discípulos de Jesus para poderem pregar o Evangelho; 6) quando o povo tentava se dividir por seguir um ou outro discípulo, era repreendido e exortado a manter a unidade em torno de Jesus, em vez de viverem divididos; 7) analisando-se as duas etapas descritas anteriormente percebe-se, claramente, que não há necessidade de se criar uma religião humana para poder levar o Evangelho a toda criatura; 8) o discípulo de Jesus em si é a única instituição credenciada por Deus para fazer discípulos de todas as nações, e não religião; 9) só quem tem credenciais e autorização de Deus para batizar alguém que se converte a Jesus é um discípulo do Senhor, e não uma instituição religiosa.

Na conversão não deve haver a participação de nenhuma religião humana, porque se trata de uma tarefa que só poderá ser feita pelo Senhor Jesus, através da Igreja de Cristo (conjunto de discípulos de Jesus), da qual Ele é o Único Pastor e Sumo Sacerdote enviado por Deus, o Pai.

A conversão não depende de religião, de estatuto ou lei humana, nem de ritual místico ou dogma, mas apenas de um discípulo, para ensinar o Evangelho, e do agir divino através do Espírito Santo para convencer da condição de pecador condenável em que vive. Portanto, nenhuma religião é credenciada para fazer o que só o Espírito Santo pode. Além disso, as religiões são regidas por preceitos, doutrinas, estatutos e regimentos criados por líderes humanos, que as fazem ser maculadas, profanas, reprovadas por Deus.

Todo o arsenal e benefícios descritos anteriormente (perdão, advogado, professor, anjos, bênção, poder etc.) foram providenciados por Deus e são colocados a serviço de quem se converte a Jesus, a fim de prepará-lo para a vida futura que terá ao deixar a vida terrena e passar a viver junto com o Senhor no Céu; coisa que a religião não pode fazer.

O arrebatamento não depende de religião, mas apenas de o ser humano permanecer irrepreensível em espírito, alma e corpo, obedecendo à voz do Espírito Santo que habita nele, aprendendo a Palavra de Deus para amá-la, vivenciá-la e ensiná-la a outros, de pai para filho, de geração em geração.

Se alguém cria religião, estará, com isso, confundindo o povo e impedindo-o de ser salvo. Satanás inspira seres humanos para criarem religiões justamente com o propósito de enganá-los com rituais, dogmas, doutrinas, festas e outros falsos atrativos para que todos pensem que estão salvos, sem estarem, porque ele é enganador.

Tanto na conversão quanto no arrebatamento toda a realização da obra salvadora bem como toda intervenção de que o ser humano necessita para ser salvo, só Jesus pode fazer, e Ele mesmo não autoriza religião alguma a fazer o trabalho que só Ele faz.

Logo, o Evangelho não é uma religião, porque são opostos, contrários. O Evangelho vem de Deus, através de Jesus, ao passo que a religião vem do diabo, através de espíritos enganadores, os quais inspiram homens a viverem enganados pensando que estão trabalhando para Deus.

Por José Albos Rodrigues

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