Religião não leva ninguém a Deus

Qualquer pessoa, com um resto de bom senso, sabe que há algo errado no ser humano, desde quando nasce, que o faz ter atitudes indesejáveis e, por causa disso, ninguém pode viver sem errar, enquanto estiver neste mundo. Embora se saiba que há uma razão pela qual o Criador entregou este belo planeta para o ser humano o cultivar e guardar, essa tarefa exige, desse ser, bom caráter, reto proceder, justo viver, ética, enfim, zelo pelo planeta (onde vive) e pela família (o meio social em que vive).

Uma questão me intrigou por muitos anos e está relacionada com o seguinte: a maioria dos seres humanos, que professa uma religião, não conhece qual o real sentido da vida, não consegue cumprir cabalmente a sua missão na Terra e não é feliz de verdade; além de não ter um relacionamento de amor, fidelidade, intimidade e comunhão com o Criador, e muito menos com o próximo.

O fato é que, embora a maioria dos habitantes da Terra pertença a uma religião, a humanidade está cada vez mais destruída e angustiada, expressando insatisfação com a opressão sob a qual vive e clamando incessantemente por justiça, saúde, segurança, paz, enfim, felicidade plena; esse clamor não tem sido atendido por Deus, porque o mundo está vivendo de forma errada, totalmente enganado (embora pense que está certo), consequência dos princípios errados que as religiões transmitem ao ensinarem o contrário do que Deus mandou ou ao distorcerem os ensinos do Criador.

Apesar de toda religião se propor a levar o ser humano a um relacionamento de amor ao Deus Verdadeiro e ao próximo, ou seja, ligá-lo de novo com o Criador (pois em algum tempo no passado houve relacionamento de obediência e intimidade do ser humano para com Deus – fato que não levam em conta), nenhuma tem conseguido lograr o êxito desejado, mesmo depois da longa história da humanidade e de diversas reformas nas religiões. Apesar de elas terem produzido resultados aparentemente positivos, na realidade a humanidade move-se pelos enganos sutis e falsas aparências que estão embutidos nos princípios, postulados e preceitos das religiões criadas por seres humanos.

Consciente de que esta é uma questão de extrema importância para toda a humanidade, decidi lançar-me no desafio de investigar porque as religiões não podem fazer aquilo a que se propõem, embora realizem ensinos, pratiquem rituais com esta finalidade e digam que são porta-vozes de Deus na Terra.

A principal motivação para dar início à realização desta nobre tarefa de pesquisa foi porque eu sabia que, ao investigar o assunto, ficaria bem mais claro para mim qual é o verdadeiro sentido da vida aqui na Terra, e que isso contribuiria significativamente para cumprir cabalmente a minha missão neste planeta, ser feliz de verdade e, com prazer, compartilhar o que aprendi com o máximo possível de pessoas.

Iniciei os trabalhos crendo que, se de um lado o ser humano foi criado com capacidades tão especiais para realizar a sua missão fundamental e natural que é fazer deste planeta um celeiro de amor (o maior dom) e felicidade (o que todos desejam), por outro lado o Deus Sábio e Poderoso que criou este planeta e o ser humano, não está satisfeito com a situação da humanidade, razão pela qual inspirou pessoas para escreverem a Bíblia, a qual ensina o que a raça humana deve fazer para sair da situação em que se encontra, cumprir a sua missão na Terra e ser feliz de verdade.

Depois de mais de dez anos investigando sobre o assunto, e não encontrando nas religiões resposta para tal questão, decidi analisar o extenso texto da Bíblia com o fim de encontrar a resposta nos diversos livros que a compõem, já que Ela é a Palavra de Deus. Constatei que, embora existam algumas perdas de riqueza linguística ou comunicacional nas diversas traduções que o texto bíblico sofreu ao longo do tempo, perpassando vários idiomas, ela revela, de fato, a Verdade.

Lendo a Bíblia toda (de capa a capa) diversas vezes, anotando tudo o que poderia me ajudar, constatei que o negócio de Deus na Terra é com família, a instituição da qual Ele não abre mão, porque é a menina dos Seus olhos; e que o planeta Terra foi criado para ser realmente um “ninho”, um berço de amor. Neste ponto ficou identificada a primeira evidência de que as religiões não cumprem a sua missão porque ignoram o mais belo projeto de Deus na Terra: a família; e não lhe dão a merecida atenção.

Nos primeiros cinco anos dessa jornada percebi que, por ignorância, omissão ou remissão, as religiões não ensinam às famílias o que elas precisam saber sobre si mesmas, e muito menos sobre o que Deus diz que se deve ensinar a elas. Eis aqui a segunda evidência de que as religiões não têm condições de levar o ser humano a um relacionamento de amor com Deus nem com o próximo: a família é o primeiro lugar onde se deve exercitar esse amor.

Os avanços nas investigações possibilitaram-me notar que, por acidente ou por intenção, a instituição religião passou a ser mais importante do que a instituição família, e Deus, Aquele que inspirou a Bíblia, não é obedecido, reverenciado nem glorificado pelas religiões, como merece. Além disso, pude verificar que há uma enorme diferença entre a forma e o conteúdo do Evangelho que Jesus e os Seus discípulos pregavam comparando com os ensinos e rituais religiosos praticados nos tempos atuais. Isto porque as religiões distorcem ou deturpam aquilo que Deus ensina na Bíblia com o fim de amoldá-lo aos “progressos” humanos (mundanos) que são contrários à vontade do Criador (embora Ele o permita). Por serem opostas aos ensinos do Senhor, aqui se tem a terceira evidência de que as religiões não conduzem ninguém a Deus.

Os limites da minha mente diante da grande quantidade de informação obtida nesta pesquisa me fizeram lançar mão das chamadas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) com o fim de analisar o extenso texto bíblico, o que me possibilitou constatar que a Família é uma instituição que já existia antes de a Terra ser criada e continuará existindo para sempre, mesmo quando este planeta for destruído (o que acontecerá, inevitavelmente). No passado, a instituição família era composta de apenas um Pai (Deus), um Filho (Jesus) e o Espírito Santo, ao passo que, no futuro, ela será constituída de um Pai (Deus), muitos filhos (Jesus e os que se convertem a Ele – não ao cristianismo) e o Espírito Santo. Em ambos os casos a habitação dessa família não é o planeta Terra; porque este foi criado com a finalidade de ser o berço ou ninho no qual devem ser gerados e educados filhos para Deus através da família humana.

Neste estudo foi possível constatar, também, que as religiões não fazem o que é necessário para que um ser humano se reconcilie com o Criador e mantenha um relacionamento de amor, fidelidade, intimidade e comunhão com Deus e com o próximo. Ao tempo em que elas usam o nome do Senhor para alcançar os seus próprios objetivos, aqueles seres humanos que se associam a elas com o ardente e sincero desejo de se achegarem a Deus acabam se encontrando, verdadeiramente, com o Senhor. Entretanto, muitos outros se convertem a uma determinada denominação religiosa e não a Deus. Estes (religiosos) são a maioria dos moradores da Terra.

Uma religião humana não alcança o objetivo a que se propõe porque os seus líderes fundamentam a sua fé e as suas práticas em entendimentos equivocados em relação ao texto das Escrituras Sagradas. Isto acontece porque a Bíblia não foi feita para ser interpretada pela mente humana (que é má), mas revelada ao espírito do ser humano pelo Espírito de Deus, processo esse que exige uma preparação, uma espécie de faxina em todas as dimensões do ser humano (espírito, alma e corpo); essa “faxina” não pode ser feita pela religião nem por outro ser humano, porque essa obra foi confiada por Deus, com exclusividade, ao Seu Filho, Jesus.

Ora, se os líderes religiosos não se submetem a essa obra de purificação e santificação, acabam sendo iludidos por espíritos enganadores, e manipulados por ensinos de demônios, os quais operam de uma forma tão sutil e enganadora que fazem líderes e seguidores das religiões viverem errados pensando que estão certos; como consequência, ensinam às novas gerações o contrário do que Deus diz na Bíblia. Tem-se, portanto, a quarta evidência de que nenhuma religião humana leva alguém a Deus.

As influências demoníacas das religiões fazem com que os seus membros não amem a Deus nem ao próximo como mandam as Escrituras. Dentre as muitas provas disso obtidas à luz da Bíblia posso citar: 1) as religiões se dividem entre si, de forma que uma não se une com as outras com o fim de obedecerem fielmente à Bíblia, pelo contrário, unem-se para o ecumenismo, que é uma prática antibíblica; 2) elas ensinam o ser humano a ser religioso e não a ser filho de Deus; 3) elas instigam a divisão entre os seres humanos, porque se apresentam como verdadeiros partidos; 4) elas não ensinam às famílias o que Deus estabeleceu que toda família deve saber; 5) elas ignoram a solução de Deus para salvar a humanidade: Jesus; 6) elas lançam mão do nome do Senhor aparecendo como verdadeiros escritórios de representação do Todo-Poderoso aqui na Terra, sem o serem, de fato; 7) elas não ensinam o ser humano a seguir Jesus, e sim a seguir outros deuses (religião, líder, ideologia etc.).

A maior prova de que as religiões humanas não podem conduzir um ser humano a Deus reside no fato de que Ele enviou o Seu Filho, Jesus, para trazer a solução para os problemas da humanidade, destruir as obras do diabo e dotar os seres humanos de poder e santidade; mas essas religiões não aceitam adotar o Evangelho da Salvação, preferindo seguir os seus próprios preceitos (equivocados), os quais são pensamentos infames criados sob os auspícios de uma disposição mental reprovável; fazendo o ser humano criar deuses para si (coisas de mente humana pecadora) e rejeitar o Verdadeiro Deus bem como os Seus ensinos (a Bíblia).

Logo, uma religião humana, além de não conduzir o ser humano à reconciliação e a um relacionamento de amor a Deus e ao próximo, embaraça e perturba o trabalho que Jesus designou fosse feito para salvar as famílias da Terra que é levar o Evangelho a toda criatura e fazer discípulos de todas as nações (discípulos de Jesus e não de religião). O Evangelho, sim, reconcilia os seres humanos com Deus e os santifica, formando-se, assim, a Igreja de Cristo, a qual é composta de todos os seres humanos que se convertem a Jesus – e não a uma religião – porque o Senhor não veio trazer nenhuma religião. Jesus veio, sim, nos ensinar que devemos deixar a religião e seguirmos a Ele.

Embora Deus tenha permitido a existência das religiões humanas (porque nada existe sem a Sua soberana permissão), todas terão um fim triste, horrendo, permeado de tormento insuportável; e isto acontecerá, brevemente, mais cedo do que se possa imaginar. Detalhes podem ser vistos na Bíblia, alguns dos quais estão citados, resumidamente, em outros artigos no site www.albos.com.br.

Por José Albos Rodrigues

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Uma resposta a Religião não leva ninguém a Deus

  1. tvdafamili_2 disse:

    Este artigo precisa ser conhecido por todos aqueles que têm um religião.

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