Jesus rejeita toda religião

Poucos seres humanos percebem que o Filho de Deus vindo à Terra e aqui vivendo durante três décadas, tratando dos assuntos do Pai, nunca esteve associado às religiões existentes à época, embora elas se dissessem porta-vozes do Pai dEle e afirmassem que eram credenciadas para tratar dos assuntos concernentes a Deus aqui na Terra.

Também, a maioria não se dá conta de que, depois que ressuscitou, o Senhor Jesus passou quarenta dias ensinando os discípulos a organizarem e conduzirem a Sua Igreja (não o cristianismo), a qual é formada por todos os Seus discípulos (e não por membros de religião). E quando iniciaram o trabalho de evangelização do mundo, os apóstolos e discípulos o fizeram sem criar uma religião para isso e sem se associarem às religiões que existiam, ou seja, o Evangelho era pregado sem vínculo com qualquer denominação religiosa, e os discípulos se mantiveram independentes de qualquer organização humana, a fim de serem fieis ao Senhor e, como decorrência, terem autoridade para resistirem ao diabo e impedirem que satanás agisse e prevalecesse contra a Igreja de Cristo.

Analisando-se a Bíblia, pode-se constatar, facilmente, que: 1) Jesus não trouxe religião; 2) depois que passaram a seguir Jesus, os Seus discípulos não faziam mais parte da religião a que pertenciam antes de se tornarem discípulos; 3) nenhum discípulo do Senhor foi por Ele ensinado ou incentivado a pertencer a uma ou outra denominação religiosa; 4) mesmo em situações em que os discípulos atuaram evangelizando em diferentes regiões e culturas, se uniam para, concordemente, preservar o Evangelho genuíno como o Senhor ensinou, não se deixando contaminar por qualquer doutrina religiosa; 5) nenhuma religião foi fundada nem liderada por discípulos fieis do Senhor Jesus; 6) quando o povo tentava se dividir por seguir um ou outro discípulo que se destacava entre os demais era repreendido e ensinado a seguir a Cristo e não a discípulo Seu; 7) nos tempos da igreja primitiva todos os discípulos tomavam decisões unanimemente, e não por maioria, a fim de manterem a unidade em Cristo.

Claramente percebe-se que o Senhor Jesus não aprovou nenhuma das religiões que existiam, nem Ele mesmo trouxe outra religião, mas deixou o Seu Evangelho como regra única de fé e prática de vida, e educou os Seus discípulos para levarem essa regra de vida para toda criatura, sem religiosidade, mas na unção e no poder que há no nome e no sangue de Jesus.

Essa postura do Senhor Jesus e de seus discípulos, em relação a religiões, intrigou todas as estruturas de poder daquela época e continua incomodando organizações humanas ligadas aos diversos segmentos do “fazer” humano incluindo-se ciência, as religiões, a mídia, o mundo dos negócios, a cultura etc. dos dias atuais. Por essa razão, surgem constantemente diversas indagações que deixam as religiões, bem como esses segmentos, em suspense e sem poderem responder, nem ao menos entender; algumas dessas indagações estão citadas a seguir.

  • Por que o Senhor Jesus reprovou todas as religiões que existiam, quando Ele veio à Terra?

  • Como se explica o fato de as religiões dizerem que são mensageiras de Deus na Terra e não serem apoiadas pelo Filho de Deus nem pelos Seus discípulos fiéis?

  • Por que o Filho de Deus, enviado por Aquele a quem as religiões dizem que servem, não se associou a elas para tratar dos assuntos de Deus na Terra?

  • Por que nenhum dos doze apóstolos de Jesus criou uma religião, embora tenha sido a eles que Jesus entregou o reino de Deus?

  • Por que Jesus disse que não é desse mundo e que é do reino de Deus, mas não autorizou nenhuma das religiões para cuidar dos interesses do Seu Reino, ao qual elas dizem que servem?

O fato é que, quando Jesus veio à Terra, já existiam várias religiões, tanto no meio dos judeus (povo de Israel), a exemplo dos fariseus e saduceus, quanto outras que permeavam as comunidades e nações gentias.

Além disso, Ele veio à Terra porque as religiões estavam enganando as pessoas. Em vez de educar o ser humano para conhecer, amar, viver e ensinar a Palavra de Deus, os líderes das religiões estavam usando as Escrituras Sagradas para, com Ela, ou inspirados nEla, instituírem uma casta de seres humanos que se pactuassem concordemente para estabelecer uma estrutura de poder com o fim de dominar multidões, segundo o exemplo do que faziam as autoridades políticas dos reinos e impérios existentes naquele tempo.

As religiões eram e são criadas por seres humanos que, dizendo-se ungidos e constituídos por Deus, manipulam as coisas sobrenaturais do reino espiritual, ou delas tiram proveitos, para fazerem parecer que de fato são mensageiras de Deus.

Depois de construírem uma estrutura de poder, usando o nome de Deus, esses espertalhões associam-se ao poder político constituindo um conglomerado de dois poderes que operam em parceria: os reis (políticos) atuam dominando e conquistando povos e territórios, e os “sacerdotes” ou religiosos agem enganando o povo com rituais, dogmas e atos religiosos, fazendo as coisas do mundo sobrenatural diabólico manifestarem-se na vida das pessoas, porém dizendo tratar-se da manifestação do poder de Deus.

Como Jesus é, inquestionavelmente, Filho de Deus e não mente, sendo o Caminho, e a Verdade e a Vida, e por Ele afirmar que ninguém irá a Deus a não ser através dEle (Jo 14:6), então não há espaço para religião ou organização humana de qualquer espécie fazer a religação do ser humano com Deus ou salvá-lo.

Uma atitude marcante do Senhor Jesus em relação às religiões foi a de alertar os seus discípulos para não se contaminarem com as doutrinas religiosas, advertindo que elas contaminam, a exemplo do “fermento dos fariseus”. Além disso, o Senhor destacou que surgiriam muitas religiões usando o nome dEle, mas servindo ao diabo, lembrando que muitos líderes religiosos viriam com aparência de cordeiro, sendo, no entanto, lobos vorazes.

Ele capacita todos os seus discípulos para discernirem, identificarem e não seguirem os líderes religiosos e lembrou que enviaria o Espírito Santo para habitar em quem se converte a Ele para ensinar todas as coisas, dispensando, assim, a existência de organização humana com esse fim.

Logo, fica patente que só Jesus religa o ser humano a Deus. Só Ele tira um ser humano da condição de pecador condenado e o transforma em um filho de Deus, livre, salvo e aprovado; e Ele não deu nem nunca dará essa tarefa a religião nenhuma.

Por José Albos Rodrigues

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